sexta-feira, 1 de abril de 2011

Barbeiro

Diz que um belo dia, um índio bem alegre, chegou numa barbearia juntamente com um menino, os dois para cortar o cabelo.
O barbeiro, gente mui buena, fez um belo corte no índio, que já aproveitô pra aparar a barba, enfim deu trato geral.Depois de pronto o índio, chegou a vez do guri. Nisso o índio disse pro barbeiro:
- Tchê, enquanto tu corta as melena do guri, vou dar um pulo até o bolicho da esquina comprar um cigarrito e já tô de volta.
- Tá bueno! disse o barbeiro.
Só que o barbeiro terminou de cortar o cabelo do guri e o índio não apareceu.
- Senta ai e espera que teu pai já vem te buscar.
- Ele não é meu pai! - disse o moleque.
- Teu irmão, teu tio, seja lá o que for, senta ai.
- Ele não é nada meu! falou o guri.
Ai o barbeiro perguntou intrigado:
- Mas quem é o animal então?
- Não sei! Ele me pegou ali na esquina e perguntou se eu queria cortar o cabelo de graça!

CAVALO INDOMÁVEL

Cavalo chucro, indomável, esta vida.


Livre
Sem rumo
Aos pinotes
Pelos campos cavalga


Crinas ao vento
Compasso cadenciado
Suas patas
Bate no chão


Cavalo chucro, indomável, esta vida.


A cabeça balança
Não se deixando dominar.
Nela ponho cabresto
Querendo controlar.


Cavalo chucro, indomável, esta vida.


Segue me levando adiante,
Sem que eu saiba
Onde vou chegar.